Ouça 20 colaborações de David Bowie

Durante sua longa carreira, David Bowie sempre foi notável em sua obsessão por permanecer contemporâneo, e colaborar com outros artistas foi algo muito recorrente dentro do conjunto de sua obra. Dentre as dezenas de colaborações realizadas pelo eterno “Thin White Duke”, o blog do Clube do Vinil separou 20 das mais memoráveis – e a história por de trás delas:

Iggy Pop

Bowie apadrinhou inúmeros artistas durante suas cinco décadas de carreira, mas nenhum recebeu a mesma atenção que Iggy Pop. Mais que apenas apadrinhar, Bowie foi o produtor, companheiro de quarto e melhor amigo do cantor – a carreira dos dois chega a se confundir em certo momento, quando, no fim dos anos 70, moravam juntos em Berlim. Músicas de autoria tanto de Bowie quanto de Iggy aparecem na discografia de ambos, como “China Girl” e “Red Money“, além de também terem colaborado nos álbuns de estreia da carreira solo de Iggy – “Lust for Life” e “The Idiot” – ainda durante seus dias em Berlim. Bowie também produziu o clássico “Raw Power” do The Stooges, bem como colocou faixas de co-autoria com Iggy no infame álbum “Tonight” – especialmente para pagar a rehab do cantor. Pop já assumiu publicamente que teve sua vida – pessoal e artística – salva por Bowie.

Lou Reed

Bowie inspirou e foi inspirado pelo revolucionário líder do The Velvet Underground, Lou Reed, produzindo seu aclamado álbum solo “Transformer” em 1972. Os dois foram grandes amigos por décadas, trocando colaborações e com um grande respeito mútuo ao longo dos anos.

John Lennon

O primeiro #1 de Bowie na Billboard US foi alcançado com “Fame“, uma colaboração com John Lennon (que fez os backing vocals) lançada em 1975, explorando o funk. A música ironiza a obsessão do mundo com a fama.

Anos depois, lançando seu álbum solo “Double Fantasy”, Lennon respondeu em uma entrevista: “A ambição é fazer algo tão bom quanto ‘Heroes’.” – se referindo ao álbum lançado pelo Camaleão anos antes.

Brian Eno

Um dos colaboradores mais importantes da carreira de Bowie foi Brian Eno, ex-integrante do Roxy Music. Eno entrou no mundo da música eletrônica junto com seu conterrâneo, co-escrevendo e produzindo grande parte dos aclamados álbuns “Low”, “Heroes” e “Lodger” – a famosa “Trilogia de Berlim”, lançada pelos dois no fim dos anos 70. Bowie e Eno só voltariam a colaborar novamente durante os anos 90, com o álbum “1. Outside”, de 1995. Ambos permaneceram amigos, trocando e-mails até o dia da morte de Bowie.

Queen

Grande hit e uma das colaborações mais famosas da lista, o dueto vocal de  Bowie e Freddie Mercury foi feito rapidamente durante sessões de jam e lançado em 1981 no álbum “Hot Space”, do Queen. Durante o memorial em homenagem a Mercury, Bowie cantou a faixa com Annie Lennox, que interpretou a parte do falecido vocalista do Queen.

Mick Jagger

Tivesse vindo nos anos 70, quando Bowie e Jagger, além de inspirações um para o outro, tinham uma relação íntima – até demais – e estavam no ápice das suas carreiras, essa colaboração poderia ter sido um clássico. Mas, ela veio nos anos 80, quando ambos atravessavam uma fase mais comercial em suas carreiras, resultando numa música dançante e divertida, que é mais conhecida por seu vídeo infame.

Cher

A fase soul de Bowie teve seu ponto alto quando o Camaleão apareceu no programa de TV de Cher. Os dois cantaram juntos um medley de várias canções do então novo álbum de Bowie, “Young Americans”, de 1975.

Tina Turner

Bowie e Tina Turner foram amigos bem próximos durante a década de 80, tendo a mesma providenciado vocais para a faixa título do álbum “Tonight”. Os dois eram frequentemente vistos juntos, aparecendo como convidados nos shows um do outro para cantar faixas como “Let’s Dance“. Turner também chegou a fazer um cover de “1984” do álbum “Diamond Dogs”.

Giorgio Moroder / Stevie Ray Vaughan / Nile Rodgers

Dois lendários produtores, um dos maiores guitarristas de todos os tempos e Bowie se juntaram para fazer “Cat People“, tema do filme de mesmo nome lançado em 1982, com o nome “A Marca da Pantera” no Brasil. A música saiu no ano seguinte no álbum “Let’s Dance”, o mais bem sucedido comercialmente da carreira de Bowie – produzido pelo próprio Nile Rodgers e com Stevie Ray tocando em todas as faixas.

Al B Sure!

Al B Sure! era uma sensação do então chamado R&B no começo dos anos 90 e foi convidado por Bowie para cantar a faixa título do álbum “Black Tie White Noise”. A música toca em temas de racismo e segregação. Al B Sure! também aparece no vídeo da música.

Pet Shop Boys

A reconstrução – com vocais e referências ao ‘Major Tom‘ adicionadas – de “Hallo Spaceboy” feita pelos Pet Shop Boys foi tão aprovada por Bowie, que essa versão foi escolhida como single para o álbum “1. Outside”, de 1995. Bowie e os Pet Shop Boys tocaram a faixa ao vivo algumas vezes, como no BRIT Awards de 1996.

Nine Inch Nails

Mais um caso de artista que influenciou e foi influenciado por Bowie, Trent Reznor cresceu tendo álbuns como “Hunky Dory” e “Scary Monsters” como favoritos e teve “Low” como grande inspiração para o NIN. Quando a banda explodiu no começo dos anos 90, ela influenciou de volta Bowie, que incorporou o industrial nos seus álbuns “1. Outside” e “Earthling”. Os dois saíram em turnê juntos, onde Bowie serviu de figura paterna para Reznor, que tentava se recuperar das drogas. O ápice da relação entre os dois foi o vídeo de “I’m Afraid of Americans“, onde contracenam juntos.

Placebo

É perfeitamente plausível afirmar que o Placebo construiu sua carreira em cima de David Bowie. Primeiro se inspirando, tanto musicalmente quanto visualmente – na androginia e ambiguidade sexual tão presente no trabalho de Bowie – e depois sendo apadrinhados pelo próprio Thin White Duke. Além de mentor e amigo, Bowie os colocou como banda de abertura, tocando ao vivo com eles diversas vezes e colaborando no single “Without You I’m Nothing“, lançado em 1999.

Todos presentes no seu aniversário de 50 anos

Para seu aniversário de 50 anos, Bowie chamou vários artistas do rock alternativo para colaborar em faixas de seu repertório, que teve o Placebo como banda de abertura. Billy Corgan, Sonic Youth, Foo Fighters e Frank Black se juntaram a velhos conhecidos como Robert Smith e Lou Reed em um show histórico, que ainda teve na audiência nomes como Beck, Moby, Courtney Love e Prince.

Massive Attack

Bowie e o aclamado grupo de trip hop Massive Attack trabalharam juntos numa versão eletrônica de um antigo clássico do jazz de King Cole, para o tema de um musical chamado “Moulin Rouge!”.

Moby

Estrela do tecnho no começo dos anos 2000, Moby era vizinho de Bowie em Manhattan. Os dois se tornaram amigos próximos e saíram em turnê juntos para o álbum “Reality”, de Bowie. Moby também contribuiu com remixes do Camaleão – sendo um grande fã desde os 13 anos, quando ainda juntava dinheiro para comprar álbuns como “Lodger” e “Low”.

Damon Albarn

Nunca foi segredo o quanto o líder do Blur e do Gorillaz, Damon Albarn, se inspirou na capacidade de reinvenção de Bowie. Os dois tocaram juntos em um programa de TV francês em 2002 e por pouco não fizeram um álbum juntos na época – Ray Davies, do Kinks, também participaria.

Arcade Fire

Bowie não só influenciou o som de uma das bandas mais respeitadas do começo do novo milênio, como apadrinhou o Arcade Fire, constantemente os promovendo em entrevistas e tocando ao vivo junto com eles. A última colaboração de Bowie no material de outro artista foi a faixa “Reflektor“, lançada pelo Arcade Fire em 2013.

TV On The Radio

Bowie era admirador da banda indie TV On The Radio, que sempre teve ele próprio como uma das maiores referências e influências. No álbum “Return to Cookie Mountain”, ele foi conselheiro e cedeu backing vocals para a faixa “Province”.

James Murphy

Após conhecer o líder do LCD Soundsystem, James Murphy, durante as gravações de “Reflektor”, do Arcade Fire, Bowie convidou o mesmo para remixar “Love is Lost“, do álbum “The Next Day”. Posteriormente, Bowie também o convidaria a participar de seu disco final, “Blackstar”, contribuindo com arranjos e percussão.


Bowie também colaborou com estilistas como Masayoshi Sukita, artistas visuais como Klaus Nomi, além dos diversos atores e diretores com qual trabalhou no cinema, ou mesmo músicos de apoio como Earl Slick e Robert Fripp que ficaram tão relacionados com a obra do camaleão que mal dá para considerar uma colaboração com “outro” artista.

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