Black Sabbath X Royal Blood – Parte I

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As apresentações do Clube do Vinil retornam na próxima terça-feira, dia 19, com as escutas dos álbuns “Paranoid” e “Royal Blood”.

Na publicação de hoje, você irá conhecer um pouco mais sobre “Paranoid”, segundo álbum e maior sucesso comercial da banda inglesa de heavy metal, Black Sabbath.

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“Paranoid” e a concretização de um gênero

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“As the war machine keeps turning/ Death and hatred to mankind/ Poisoning their brainwashed minds …”

Em 1970, o Black Sabbath, formado por Ozzy Osboune (vocal), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria), lançava seu segundo álgum de estúdio, Paranoid. Com clássicos como War pigs, Paranoid, Iron Man e Eletric Funeral, o disco firmou a banda de Birmingham como um dos nomes mais fortes do cenário musical da época, ao lado de bandas como o Led Zeppelin e o Deep Purple.

Mais do que alavancar a carreira do Sabbath, Paranoid é o disco responsável por estabelecer o heavy metal como um gênero musical de sucesso. O álbum carrega o mesmo tom pesado, sombrio e sério do álbum de estreia da banda, Black Sabbath (1970), fundindo riffs e solos emblemáticos com novos elementos musicais e temas diferentes e pouco abordados, como questões político-sociais da época, por exemplo a Guerra do Vietnã. O disco foi primeiro lugar no Reino Unido e entrou no Top 20 dos Estados Unidos, tornando-se o maior sucesso comercial da banda.

Inicialmente, o álbum iria ser chamado de War Pigs, porém, temendo problemas de comercialização pelo fato do nome referenciar a Guerra do Vietnã, o disco foi batizado como Paranoid. Já a capa do disco, cujo guerreiro rosa e distorcido deveria representar um “porco de guerra” teve que ser mantido devido a proximidade do lançamento.   

Apesar de negada como nome do disco, War Pigs foi mantida como título da primeira faixa do álbum. A música parece estabelecer uma conexão com a última música da versão norte americana do disco anterior do Sabbath, Wicked World. Enquanto a última faixa do primeiro disco discursa sobre as injustiças de um mundo que explora a classe trabalhadora, a primeira faixa do segundo disco aborda o caos e sofrimento de uma Guerra que levou a morte de quase 3 milhões de pessoas. São mais de sete minutos de uma música que alia letra e sonoridade por meio do timbre de voz característico de Ozzy, dos solos de guitarra de Tony e da sincronia entre o baixo de Geezer e a bateria de Bill.  

A segunda faixa do disco é provavelmente a música mais conhecida do Black Sabbath. Paranoid é simples e direta com seus quase três minutos de duração. A música se tornou o primeiro e único single da banda a chegar às paradas, além de ser presença certa nos shows do Sabbath desde seu lançamento.

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A terceira faixa de Paranoid é a música Planet Caravan, que oferece uma experiência diferente de tudo que estavamos acostumados a escutar com a banda até então. O som psicodélico mistura elementos como o piano a um ritmo de guitarra lento e mais voltado para o jazz, contando ainda com o vocal de Ozzy em efeitos agudos com vibrato.

Se Planet Caravan traz ao disco um momento de calmaria, Iron Man retoma o peso das músicas anteriores com o riff mais marcante já criado por Tony Iommi. O riff lento e pesado é acompanhado por uma letra sci-fi, composta por Geezer, um fanático pelo gênero. Ao longo da reprodução, é notável a mudança de ritmo que torna a música mais rápida e intensa atavés da guitarra mais acelerada de Tony e da bateria e baixo mais fortes de Bill e Butler.

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O segundo lado do disco traz as músicas Eletric Funeral, Hand of Doom, Rat Salad e Fairies Wear Boots. A primeira delas é Eletric Funeral, com o seu conto sobre um mundo pós apocalíptico que tenta se recuperar após um desastre radioativo. A composição evidencia um dos maiores medos da época, a Guerra Nuclear. Musicalmente, Eletric Funeral se destaca pelo trabalho de Geezer e Tony com o pedal Wah-Wah, que atenua algumas frequências do baixo e guitarra dos instrumentistas do Sabbath.

Hand of Doom parece se conectar à war pigs, ao voltar a mencionar a Guerra do Vietnã, mas agora a questão é focada na dependência pela heroína. A música alterna momentos lentos com viradas de ritmo como só o Black Sabbath sabe fazer.

Rat Salad é a penúltima música do disco. Aqui somos lembrados da ferocidade de Bill Ward e sua habilidade como baterista em uma música inteiramente instrumental com quase três minutos.

Paranoid encerra com Faires Wear Boots, cuja letra é baseada em um desentendimento que a banda teve com um grupo de skinheads em Birmingham. A canção é mais um trabalho que demonstra a sincronia musical entre os membros da banda. Aqui encontramos a guitarra característica de Tony, com seu riffs e solos característicos, uma linha de baixo incrível tocada por Geezer, a bateria destacada de Bill e a voz esganiçada e única de Ozzy.  É como se a música desse espaço pra cada membro do Sabbath mostrar suas habilidades individuais, mas de uma forma coesa que não perde o valor coletivo. 

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Paranoid é considerado pela grande maioria dos fãs o melhor álbum do Black Sabbath. O disco foi um sucesso de vendas e embora não tenha sido bem recepcionado pela crítica especializada da época, hoje é reconhecido e louvado pela grande mídia como uma das obras mais importantes de todos os tempos, tendo influenciado uma série de bandas posteriores, como o próprio Royal Blood.

Agora que você conhece um pouco mais sobre o Paranoid, fique atento aqui no blog para conferir a segunda parte do nosso especial, falando sobre o Royal Blood.

God Bless You All!

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