Space-rock de Rush e Muse abre a temporada do Clube do Vinil

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Foi na vibe space-progey que o Clube do Vinil começou suas atividades em 2015, com o rock n’ roll ambicioso e cheio de sintetizadores do Rush e do Muse, para um público de aproximadamente 80 pessoas.

A apresentação foi marcada pela reversão a um formato mais acadêmico e menos festivo em comparação às últimas edições de 2014. Apesar de problemas relacionados ao som, a apresentação foi empolgada e a produção cuidadosa.

A sala estava bem enfeitada com capas de álbuns da discografia das duas bandas, quadros ao estilo da capa de Moving Pictures e uma decoração ao estilo da arte do álbum Resistance.

O álbum do Muse apresentado, entretanto, foi outro: Absolution, que começou com “Apocalypse Please”, o hit “Time Is Running Out” e “Sing For Absolution”. Nessa edição, ao invés de um álbum de cada vez, os lados de cada álbum foram intermediados.

Após o fim do lado A do disco 1 do álbum da banda inglesa (a versão em vinil, ao contrário do CD, é um disco duplo), foi a vez do lado A do clássico absoluto da consagrada banda canadense.

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Moving Pictures começou inesquecível com o seu lado A, um dos mais irretocáveis da história do Rock: “Tom Sawyer”, “Red Barchetta”, “YYZ”, “Limelight”. A apresentação procedeu em montar os paralelos entre as duas bandas – os elementos eletrônicos, a estrutura prog, as capas intrigantes, o formato AOR, o sucesso de público mesmo com fracasso crítico, a capacidade de encher estádios e as comparações infames que cada um em sua época recebeu com Led Zeppelin e Radiohead, respectivamente.

Foi também o contraste do álbum de 1981, um dos mais importantes do gênero, com o de 2003, de uma das bandas mais importantes da atualidade. A noite procedeu com as favoritas dos musers “Stockholm Syndrome” (com direito a sequestro fictício para explicar a letra) e “Hysteria”, voltando para terminar o clássico do Rush com “Witch Hunt” e “Vital Signs”

A noite terminou com “Butterflies & Hurricanes”, cheia de influências de música clássica. e “The Small Print”, onde é possível ouvir o gato de Matt Bellamy miando aos 2:51 da canção. Fato ultra relevante exaltado na apresentação.

Mas ainda havia mais: o sorteio do voucher de uma tatuagem de autoria do tatuador Alan Macintosh, do estúdio Tattoodubem, vencido pela fotógrafa do evento, Rebeca Callil. Nada mais justo.

No final, mesmo com problemas, é improvável que algum fã das duas bandas tenha saído da sala insatisfeito, e o Clube do Vinil deu o primeiro dos quatro passos que dará neste semestre.

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