“Moving Pictures” (Rush) versus “Absolution” (Muse) – Parte I

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As apresentações do Clube do Vinil retornam na próxima terça-feira, dia 14, com as escutas dos álbuns “Moving Pictures” e “Absolution”, respectivamente das bandas Rush e Muse. Pensando em preparar você para nosso primeiro evento do semestre, programamos dois posts falando sobre cada álbum à ser apresentado. Nesta primeira publicação você confere um pouco mais sobre “Moving Pictures”, oitavo álbum da banda canadense de rock progressivo, Rush.

Moving Pictures: a alçada à popularidade

CD

“Certamente é o nosso álbum mais aceito mundialmente, o nosso álbum mais popular. Se isso significa ser o melhor, então eu acho que sim. Mas obviamente fãs diferentes do Rush e membros diferentes da banda têm opiniões diferentes sobre qual o seu favorito. Com certeza é o nosso álbum mais popular, e também um que eu acho que resistiu muito bem à passagem do tempo”.

– Geddy Lee sobre Moving Pictures em entrevista à Rolling Stones

Em 1981, o Rush, formado por Geddy Lee ( vocal, baixo e sintetizadores), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria), lançava seu oitavo álbum de estúdio, Moving Pictures. O disco chegou recheado de clássicos como Tom Sawyer, YYZ e Limelight, atingindo, de imediato, números expressivos de vendas e críticas positivas.
A banda Canadense já indicava sua mudança de rumo desde Permanent Waves (1980), álbum predecessor que marcou a entrada do Rush em uma fase mais acessível as rádios. As músicas deixaram para trás os longos arranjos que marcaram trabalhos anteriores como 2112 (1976) e A Farewell to Kings (1977) para investir em faixas de menores duração, porém não menos trabalhadas.

A qualidade do Rush se manteve e Moving Pictures comprova isso. Já na primeira faixa somos arrebatados pelo hit Tom Sawyer, possivelmente a canção mais popular da banda. A música é levada pelo riff inconfundível de Alex Lifeson, a bateria potente de Peart e as habilidades de Lee com os sintetizadores. Aqui no Brasil, Tom Sawyer se tornou a música de abertura do seriado MacGyver – Profissão Perigo e ainda pode ser notada em um trecho de uma música dos Mamonas Assassinas.

no seriado dos anos 80 …

… e aos 2:10 na música dos mamonas.

A segunda música do disco tem o nome de um modelo de carro da ferrari, Red Barchetta, tendo mais de seis minutos marcados pela linha de baixo de Geddy Lee, acompanhado pela bateria insana de Peart e ainda com tempo para um belo solo executado por Lifeson.

red-barchetta

O disco segue com a fantástica YYZ, faixa instrumental de história curiosa. O título da canção faz referência ao código IATA do aeroporto de Toronto. O IATA é um código de três letras responsável por identificar aeroportos ao redor do mundo, ele é transmitido pelo piloto em código morse, no caso de Toronto: “Y: -.– Y: -.– Z: –..”. Agora, perceba que logo no início da música o mesmo código morse é reproduzido pela banda através de crótalos (pequenos pratos).

Limelight é a canção seguinte. Nela, Neil Peart repete a linha de bateria de Tom Sawyer. O ótimo vocal de Geddy Lee também é um ponto que se destaca, porém o grande êxito da faixa é o solo inspiradíssimo de Lifeson, quase tão incrível quanto o solo de “La Villa Strangiato” do álbum Hemispheres de 1978.

Em The Camera Eye, quinta música do disco, o Rush mostra que não abandonou totalmente suas músicas de maior duração, aqui, os três membros do grupo se destacam e ressaltam suas habilidades como instrumentistas em uma letra que critica o modelo de vida contemporâneo.

As duas últimas faixas são Witch Hunt e Vital Sign que apostam em uma levada musical diferente das executadas pelo trio até então, mas que não chegam a destoar da obra como um todo. Essas últimas músicas apontam para o modo que a banda seguiria a partir dali, com o uso cada vez mais presente dos sintetizadores e com uma busca crescente por estilos diferentes sem nunca perder a identidade.

Moving Pictures é o álbum mais vendido do Rush com mais de 4 milhões de cópias distribuídas, sendo quatro vezes disco de platina nos EUA e tendo alcançado a terceira posição no Billboard 200. É inegável que o álbum alavancou o Rush para um cenário de caráter mais popular, o estilo mais comercial não prejudicou a qualidade sonora, agregando novos fãs sem perder os ouvintes mais antigos.

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Agora que você conhece um pouco mais sobre o Moving Pictures, fique ligado aqui no blog para conferir a segunda parte do nosso especial, desta vez sobre o álbum Absolution do Muse.

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