Vinil Pop

O disco de vinil nunca deixou de ter os seus fãs, mesmo em seus tempos ‘fora de moda’. Porém, nesse período ele ganhou uma aura vintage, associada a estilos10492418_812598122094205_4820271516708074350_n consagrados pela crítica como MPB e o rock clássico. Hoje o disco de vinil sai do âmbito cult e um tanto fechado, o que lá fora já deixou de ser um fenômeno e se tornou um processo constante, em que os lançamentos em vinil independem de estilo, indo de Muse a David Guetta. O Brasil, que via álbuns de artistas indie, como Cícero e Silva, se juntando a relançamentos de clássicos da MPB nas prateleiras, agora surpreende com discos como os de Naldo ou da Banda Uó.

Há uma certa discussão social envolvida, considerando o alto custo do produto e a mudança nos hábitos de consumo do público, ou mesmo, aqui no Brasil, o aumento da renda per capita da população. Não vamos nos estender nesse assunto, mas o fato é que existe um certo investimento dos artistas e gravadoras, que encontraram no valor afetivo e na nostalgia do vinil uma forma de trazer de volta a venda de música em seu formato físico (não só por downloads).12_2_20120904102027

Com tantas mudanças graças a internet, reacender o gosto pelo ato de ir a uma loja comprar um álbum ainda é uma tarefa árdua, e esse esforço já tinha sido manifestado pelo “boom” das versões deluxe de álbuns. Mas, o retorno do vinil e as enormes feiras que estão acontecendo – uma delas foi na semana passada, no Rio de Janeiro, dão uma dica de qual é o caminho para atrair os fãs. Ainda que, pelo menos por enquanto, a venda ainda não chegue perto do que acontecia antes, o crescimento já é considerável.

É essencial também discutir sobre a inclusão na mídia de estilos antes marginalizados. Valesca-e-Michel-Teló-InstagramAinda existe um grande preconceito com artistas de funk ou tecnobrega, entre outros estilos que se ainda não são representados no fenômeno do vinil, estão bem perto de ser. Mas há um ou dois anos atrás seria difícil imaginar, por exemplo, Valesca Popozuda e Arctic Monkeys no mesmo programa de clipes, e é o tipo de coisa que tem sido tão constante que soa natural mesmo pros mais desavisados.

Mesmo que isso não soe muito ligado à cultura do vinil, ajuda a tirar um pouco do seu ar blasé, antes associado à cultura hipster que fez artistas como Bastille emplacarem nos mesmos programas de TV. Ou faz com que Naldo pareça um pouco mais blasé, pertinho do Tame Impala nas lojas de discos.

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